Espiritualidade

Uma reflexão sobre a minha condição de barro

17 março, 2020 por

Minha reflexão sobre a minha condição de barro

Quando o pote que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro, conforme queria.

Jeremias 18:4.

 

FATOS

Como pode o barro decidir que tipo de vaso quer se tornar? Que instrumentos ele pode usar para moldar a si mesmo? Que conhecimento ele tem para saber quando estiver pronto?

Claro que o barro não é capaz de enxergar o mesmo que o oleiro, que olha por cima da mesa e vê a peça por inteiro. É certo que o barro não tem braços ou dedos, e mesmo que os tivesse, não tem a habilidade que se adquire pela experiência necessária para esculpir. É óbvio que ainda que o barro fosse capaz de pensar, sua inteligência não seria comparável à mente do oleiro, um ser superior e profissional, que raciocina e tem cinco sentidos para guiá-lo na atividade de moldar. 

 

TEIMOSIA

Mesmo sabendo de tudo isso, eu me faço de desentendida. Ajo estupidamente, me comporto como argila querendo palpitar no trabalho do escultor.

Como posso eu decidir que mulher quero me tornar? Que técnicas eu posso usar pra ensinar uma lição a mim mesma? Que sabedoria eu tenho para saber quando alcancei meu propósito?

Eu não vejo que sou um barro frágil? Apenas um mineral instável, que se desmancha ao menor pingo de água. Me afetando diariamente pelas menores coisas, sem paciência para esperar que com o tempo o barro seque e finalmente se torne um vaso admirável. Por isso estou sempre caindo na fé, criando rachaduras em minha comunhão com Deus, dificultando o trabalho daquele que sabe o que é melhor pra mim. 

 

DESEJO

Que eu possa perceber o quanto é inútil o barro sem as mãos do escultor, e o quão vazia eu sou sem a presença de Deus. Que essa consciência me torne disponível para as obras que Ele quiser fazer, conforme Ele, e somente Ele, achar bom, pois ele é meu oleiro.

Deixo aqui a minha  reflexão sobre a minha condição de barro!

Beijos,

Ester Jennifer.

 

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